domingo, 31 de julho de 2011

Programa Antitabagismo no DF



Programa Antitabagismo Abre Inscrições Para Quem Quer Deixar o Vício 



As inscrições para participar do programa antitabagismo começam nesta sexta-feira (22/7), a partir das 8h, e seguem até o dia 2 de agosto, data de início das atividades no Centro de Saúde nº11. Com esse, são 61 programas de Centros de Referência no DF. Fazem parte da equipe de acompanhamento dois médicos, uma assistente social e uma enfermeira. Estudo da Secretaria de Saúde do DF indica que existem 310 mil fumantes em Brasília. Isso representa 12,8% da população.
As pessoas serão chamadas de acordo com a data das inscrições. O atendimento será realizado em grupo e deverá comportar cerca de até 20 pessoas, mas não há limite de inscrições. A dinâmica das quatro primeiras sessões funciona a partir de perguntas e respostas, onde os participantes têm abertura para discutir sobre a questão do tabagismo. “O coordenador do grupo começa com as seguintes perguntas: porque a pessoa fuma? Quanto fuma? Por que quer parar de fumar? E qual a relação da pessoa com o cigarro?”, contou.
Depois começa a sessão de manutenção, que serve tanto para dar continuidade como para resgatar alguém que ainda não conseguiu parar. Essas sessões ocorrem a cada 15 dias até completar dois meses e depois, uma vez por mês, até chegar a um ano de programa. “A gente recomenda que quem quiser pode trazer alguém da família, para entender que é preciso dar apoio e não cobrar”, incentivou o coordenador.
Segundo estudo feito pela secretaria, 21 doenças são passíveis de acontecer com maior frequência entre fumantes. De acordo com coordenador do Programa de Controle do Tabagismo no DF, dr. Celso Antonio Rodrigues da Silva, o governo do Distrito Federal gasta R$ 18 mil por mês apenas com assistência médica. “Esse é um dado alarmante e deve servir como alavanca para o investimento em prevenção. De todas as drogas que existem a mais difícil de largar é a nicotina”, afirmou.
Para o coordenador, a substância presente no cigarro não deveria ser considerada lícita “O que o fumante compra não é o cigarro é a nicotina”, afirmou. E isso tem sido uma grande fonte de doenças para o Brasil, o que vem representar um custo muito grande. “O que o país ganha com a venda de cigarros é um terço do que ele terá de gastar com as doenças decorrentes disso”, ressaltou.
Para mais informações, basta ligar nos telefones do Centro de saúde: 3274-8112 ou 3447-5881.
Ana Lúcia Rezende
Comissão Permanente de Readaptação Profissional
Publicação: 21/07/2011 22:13 Atualização: 21/07/2011 22:16